
Dicas Saúde Mental
❈ Dicas Saúde mental ❈
DICAS PARA MANUTENÇÃO DAS FUNÇÕES MENTAIS
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-POCURAR RELAXAR ALGUNS MINUTOS POR DIA
Priorizar atitudes para aliviar o stresse(*1) é fundamental para tornar o cotidiano mais leve e promover o equilíbrio físico e mental. É preciso ter cuidado porque a defesa do organismo pode ser prejudicada e abrir portas a algumas doenças oportunistas que surgem mediante estresse excessivo.
De modo geral, isso ocorre porque a nossa cabeça vive constantemente ocupada por pensamentos e preocupações. Tais fatores reduzem a função das substâncias de defesa do organismo e colocam a pessoa em situação de vulnerabilidade.
Assim, é necessário buscar formas de aquietar a mente e relaxar alguns momentos durante o dia: meditação, alongamento e a leitura de um bom livro são excelentes alternativas para deixar a mente descansar e atingir um estágio de positividade.
(*1)Atitudes para aliviar o Stresse
Faça pelo menos uma caminhada curta
Uma das maneiras mais conhecidas para aliviar o stresse é a atividade física, pois movimentar o corpo reduz os hormônios do estresse, como o cortisol, e ajuda a liberar endorfinas, substâncias que são analgésicos naturais e agem para melhorar o humor.
Além disso, os exercícios físicos têm impacto direto na melhoria do sono, que sempre é afetado pela ansiedade, e promovem também confiança e bem-estar mental.
Para quem não tem muito tempo de se exercitar, saiba que mesmo uma caminhada de 20 minutos é suficiente para sentir alguns efeitos benéficos. Nesse caso, escolha fazer a caminhada em um parque ou local arborizado, onde a mente e o corpo poderão entrar em contato com a natureza.
O importante é encontrar uma atividade que você goste de fazer e que gere prazer, pois assim você cria um hábito positivo, que auxilia na diminuição dos sintomas do estresse; insônia, irritabilidade, cansaço e ansiedade.
Aprenda exercícios de respiração
O stresse provoca algumas reações no corpo que fogem do controle, por isso é possível sentir o coração bater mais rápido, a respiração acelerar e ficar ofegante.
Para retomar o controle, existem alguns exercícios de respiração que podem ser aprendidos, desde respirar profundo, contar até cinco e expirar até as técnicas de respiração abdominal, compassada ou diafragmática.
A respiração lenta e profunda provoca a expansão dos pulmões e da barriga, isso ajuda a desacelerar o ritmo cardíaco, gerando mais tranquilidade para o corpo e a mente.
Quando o nervosismo aumentar, pare e respire profundamente. Assim, o equilíbrio será restaurado e as toxinas serão eliminadas, provocando relaxamento e reduzindo o stresse.
Coloque uma música relaxante
Ouvir música faz a mente e o corpo relaxarem, pois libera substâncias neuro químicas no cérebro, como a dopamina, que promove bem-estar imediato. Também por isso a música é muito usada em sessões de meditação.
A música clássica ou instrumental tem efeito reconfortante, pois diminui a frequência cardíaca, gera relaxamento e controle da pressão arterial. Porém, qualquer música pode trazer tranquilidade e aliviar o estresse, basta que cada pessoa escolha o ritmo que mais goste de ouvir.
Os sons da natureza tem efeito calmante. O melhor é que já existem aplicativos capazes de reproduzir sons semelhantes aos das florestas, cachoeiras e canto dos pássaros.
Tenha prioridades para aliviar estresse
A procrastinação é a prática de adiar atividades que devem ser feitas. É muito comum em pessoas que enfrentam momentos estressantes, pois elas tendem a agir de forma reativa aos problemas e às tarefas diárias.
Essa atitude causa ansiedade, pelo desejo de concluir rapidamente o que se adiou para fazer. Para aliviar o estresse, nesse caso, é importante criar o hábito de anotar os afazeres do dia em uma lista organizada por prioridades e com prazos estipulados.
A medida em que forem realizadas, as tarefas podem ser excluídas da lista. Assim, a sensação de dever cumprido e a visualização das atividades concluídas geram tranquilidade na rotina diária.
Pratique a regra dos dois minutos
A regra dos dois minutos é um método criado pelo coach de fortalecimento mental, Andrew D. Wittman. Ele propõe uma pausa de 2 minutos sempre que a pessoa se encontrar em uma situação de estresse, para realizar um exercício mental em busca de solução.
O objetivo é fazer com que a pessoa não manifeste apenas uma reação emocional diante do conflito. Mas que, por dois minutos, trabalhe para encontrar uma resposta viável para resolver o desafio, por mais impossível que possa parecer.
Exercitar o cérebro por dois minutos aumenta a produtividade, estimula o pensamento lógico e alivia o estresse cerebral, pois esse método tira o foco do problema e o coloca na busca por soluções.
Aceite o que não se pode mudar
Por mais óbvio que possa parecer, algumas coisas são incontroláveis. As atitudes das outras pessoas, o que elas pensam ou falam, não são possíveis de controlar. Por isso não ocupe seus pensamentos com perguntas ou culpas.
O hábito de se martirizar e produzir pensamentos negativos gera ansiedade, estresse e baixa autoestima, o que faz a pessoa se sentir cada vez mais ansiosa e impotente. Para aliviar o estresse, aceite o problema como ele é.
Não fique pensando em como poderia fazer diferente. Ao contrário, tente manter a mente e o corpo ocupados com as tarefas que exijam maior nível de atenção e não sejam entediantes. Isso vai trazer calma, gerando equilíbrio dos pensamentos e alívio do stresse.
Tenha bons hábitos
Quando as situações enfrentadas parecem não ter solução, provocando a sensação de descontrole, a prática de bons hábitos vai gerar alívio. Veja algumas práticas que geram qualidade de vida.
Dormir
O stresse pode causar insônia. Por isso, dormir bem é muito importante. Inclua na rotina o hábito de ir cedo para a cama, reduzir o excesso de luzes duas horas antes de dormir, especialmente dos aparelhos eletrônicos e diminuir as distrações.
Para isso, crie um ambiente aconchegante e tente controlar os pensamentos. Essas atitudes podem promover um sono melhor e uma noite mais tranquila.
Rir
A famosa frase "rir é o melhor remédio" pode parecer clichê, mas é muito verdadeira. O riso alivia a sensação de estresse e tensão, provocando o relaxamento dos músculos, enquanto leva mais oxigênio ao corpo.
Por isso, tenha o hábito de se divertir com os amigos, assistir shows ou programas de TV que façam rir e procure ver a vida de forma mais leve. Saiba rir de si mesmo! A risada alivia as tensões físicas e fortalece o sistema imunológico.
Ler
A leitura provoca o equilíbrio entre o cérebro e a mente, pois o corpo exige maior concentração da área da visão para interpretar o que está sendo lido, isso vai relaxar a tensão dos demais músculos.
Ler faz a pessoa desligar-se dos outros sentidos físicos, por isso há um descanso mental e alívio das preocupações. Dessa forma a sensação de bem-estar aumenta e o estresse é minimizado.
A leitura pode ser feita a qualquer hora do dia, mas antes de dormir ela vai promover melhores resultados, porque estimula a imaginação e o faz se desligar dos problemas mais imediatos.
Transformar a rotina e introduzir essas maneiras de aliviar o estresse em sua vida vai garantir melhoria na saúde, nos relacionamentos e no corpo. Dessa forma, os desafios diários serão enfrentados com mais disposição e coragem, o que terá impacto direto no aumento da qualidade de vida.
- DAR ATENÇÃO A QUEM PRECISA
Como uma vertente comum da vida moderna, a falta de tempo deixa as pessoas muito ocupadas e isso tem contribuído para aumentar o isolamento social. Muitas desordens emocionais e físicas surgem como resultado dessa nova conjetura social.
Embora pareça normal, esse estilo contemporâneo de viver resulta no afastamento de parentes e amigos e tem transformado muitos indivíduos em uma ilha em meio a um "mar de milhões" igualmente solitários.
Pessoas isoladas e carentes são mais vulneráveis aos problemas depressivos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão é o gatilho para os desajustes mentais em escala mundial: dados recentes pontuam que há, em média, 450 milhões de pessoas com doenças mentais e comportamentais.
Assim, uma maneira recíproca de trabalhar a redução dos efeitos dos problemas mentais é procurar dar mais atenção a quem precisa. Reserve algum momento para conversar com as pessoas. Passar mais tempo com os pais - ou com os filhos - é essencial para fortalecer os laços familiares.
São atitudes simples, mas reciprocamente benéficas e importantes para aumentar a sensação de utilidade entre os envolvidos. Muitas pessoas se isolam porque não tem com quem conversar. Assim, vivem sozinhas em um mundo virtual limitado por quatro paredes
- CONTROLE A ANSIEDADE
Controlar a ansiedade(*2) é um grande desafio. Mas isso pode ser possível até mesmo naquelas situações muito difíceis. No entanto, é preciso treinar o cérebro para que ele aprenda a lidar com o que aparentemente nos domina.
Nesse sentido, é válida a antiga premissa de Sócrates - o filósofo grego - que aconselhava: "Conhece-te a ti mesmo". Conhecer a si mesmo é ter a sabedoria necessária para identificar os pontos fortes que nos tornam vencedores. É ter a certeza de conseguir dominar os pensamentos e conduzi-los para o bem.
O primeiro passo para alcançar esse estágio é encontrar uma maneira própria de enfrentar os momentos desafiadores que a vida coloca diante de nós. E também aprender a controlar as emoções negativas que resultam em insegurança em determinadas circunstâncias.
Vencer a ansiedade exige, pois, a conscientização da necessidade de adotar uma postura mental diferente para estar preparado quando os problemas - ou os motivos que causam a ansiedade - surgirem.
Ansiedade(*2)
A ansiedade é um transtorno mental que afeta pessoas de todas as idades. Conheça a seguir os sintomas, diagnóstico, tratamentos e quando é necessária a internação psiquiátrica.
O que é Transtorno de Ansiedade
O Transtorno de ansiedade é um distúrbio psiquiátrico em que há excesso de apreensão e expectativa de alguém em relação a diversos acontecimentos, que costuma perdurar por mais de seis meses e se repetir de forma episódica. Além do medo e da preocupação, há também relatos de sintomas físicos.
A ansiedade pode ser classificada como, após diagnóstico médico:
- Ansiedade generalizada;
- Fobia social;
- Pânico;
- Fobias como claustrofobia e aracnofobia;
- Agorafobia;
- Transtorno de estresse pós-traumático;
- Transtorno obsessivo-compulsivo.
Sintomas de Transtorno:
A ansiedade se caracteriza por apreensão, medo e desconforto diante de situações corriqueiras, de forma que seja desproporcional ao estímulo recebido. Pode causar sintomas físicos como palpitações e dor no peito.
Sintomas psicológicos
Pessoas com ansiedade tendem a apresentar sensações como dificuldade de concentração, excitabilidade, hiperatividade, excesso de medo ou de agitação, pensamentos de catástrofe, preocupação exagerada, isolamento social, dificuldade de esquecer o que a aflige, insônia, falta de confiança diante de momentos que fujam do previsto e falta de estabilidade emocional quando algo foge ao planejado.
Sintomas Físicos
Aumento da pressão sanguínea, hiperventilação, palpitações, aceleração dos batimentos cardíacos, forte dor no peito, sudorese, falta de ar, ondas de calor, tremores, calafrios, dor de estômago, diarreia, musculatura tensa, sensação de desmaio.
Diagnostico e Tratamento do Transtorno de Ansiedade:
Requer Avaliação do Médico
O que é ansiedade?
Como explicamos, a ansiedade é uma resposta normal do ser humano a uma série de situações ou eventos. No entanto, quando essa preocupação torna-se excessiva e afeta a qualidade de vida, o bem-estar e os relacionamentos pessoais ou profissionais, ela se torna um transtorno e exige tratamento.
O transtorno de ansiedade é caracterizado por uma preocupação constante e incontrolável, que acontece na maior parte dos dias por um período de no mínimo 6 meses.
Para que você possa entender melhor a situação, vamos usar um exemplo. Em tempos de crise, é normal ficar preocupado em ser demitido. Afinal de contas, ninguém quer se ver de uma hora para outra sem emprego, e consequentemente, sem renda, não é mesmo?
No entanto, se a sua empresa não está passando por nenhuma dificuldade financeira ou previsão de corte, você tem realizado seu trabalho corretamente e não tem recebido nenhum feedback negativo dos seus superiores, essa não é uma preocupação que povoe a sua mente dia e noite, correto?
Quem sofre de um distúrbio de ansiedade provavelmente vê a situação de um outro modo. Pode ser que a preocupação em ficar sem emprego seja tão intensa que acabe afetando a produtividade de modo real.
Ou ainda que um encontro casual com o chefe no corredor sem receber um caloroso bom dia - possivelmente porque ele tinha outras preocupações - desencadeie uma série de pensamentos catastróficos sobre a iminência da demissão e suas consequências, ocasionado sintomas como dores de cabeça, sudorese e hiperventilação.
Em outras palavras, o ansioso enxerga uma potencial catástrofe a cada esquina, o que traz consequências não só psíquicas, como físicas.
Quais são os tipos de ansiedade?
Embora o exemplo acima represente um quadro de ansiedade, o problema pode se manifestar de diversas maneiras. Conheça agora alguns dos tipos mais comuns de ansiedade e saiba quais são as suas características principais:
Transtorno de ansiedade generalizada
Trata-se de um quadro de ansiedade permanente e de alta intensidade, que costuma interferir na realização das atividades cotidianas.
Pessoas que apresentam transtorno de ansiedade generalizada mostram-se excessivamente preocupadas com situações rotineiras, e costumam analisá-las minuciosamente.
Em muitos casos, o problema acaba trazendo reflexos para a saúde física do ansioso, como dores de cabeça, musculares e dificuldade para dormir.
Transtorno obsessivo compulsivo (TOC)
Como o próprio nome diz, o problema é caracterizado por pensamentos obsessivos e medos irracionais que levam a atitudes compulsivas.
Atividades cotidianas, como trancar a porta antes de sair ou fechar a chave do gás, são repetidas à exaustão, causando sofrimento e interferindo na vida diária.
Também é comum que a pessoa com TOC apresente a necessidade de organizar objetos de acordo com uma lógica própria ou manifeste uma preocupação incomum com a contaminação por germes e bactérias.
Os sintomas costumam surgir de maneira gradual e podem variar ao longo do tempo, causando uma queda brusca na qualidade de vida.
Fobia social
Também conhecido como transtorno de ansiedade social, o quadro é caracterizado por altos níveis de preocupação e medo com situações sociais corriqueiras. O problema pode surgir na infância, atravessar a adolescência e, se não tratado, prosseguir por toda a vida adulta.
Em casos leves, o portador de fobia social evita situações em que possa ser observado realizando tarefas corriqueiras, como digitando algo no celular, almoçando ou preenchendo um documento.
Nos casos mais graves, o ansioso evita completamente interações sociais como festas, encontros amorosos e, até mesmo, entrevistas de emprego, porque sente vergonha ou medo de ser julgado ou visto negativamente pelos demais.
O problema pode causar prejuízos severos nas suas relações pessoais e profissionais e causar, até mesmo, o isolamento social total do indivíduo.
Síndrome do pânico
O transtorno é caracterizado por crises de ansiedade intensas, que provocam forte sensação de medo e mal-estar generalizado. Geralmente, aparecem de maneira brusca, sem qualquer aviso prévio, e atingem sua intensidade máxima após cerca de 5 minutos.
As crises provocam principalmente medo de enlouquecimento ou morte persistente sem qualquer perigo iminente. Os ataques são acompanhados de sintomas físicos, como dores no peito, aumento da frequência cardíaca e respiratória, e ressecamento da boca.
Muitas vezes, justamente por esses sintomas físicos, a pessoa tem a sensação de que está prestes a morrer vítima de um ataque cardíaco. O problema costuma se manifestar mais em mulheres do que em homens, principalmente na juventude.
Em grande parte dos casos, a primeira crise aparece entre os 15 e 20 anos e surge sem nenhum motivo aparente. Ao longo da vida, elas reaparecem de maneira aleatória.
Essa sensação de que não é possível prever quando um novo ataque vai acontecer novamente e que ele pode surgir em uma situação em que não é possível se locomover, como durante uma viagem de avião ou dentro de um elevador, pode causar no ansioso um problema chamado de ansiedade antecipatória.
Caso a pessoa passe a evitar esses lugares, desenvolve uma segunda doença, a agorafobia.
Agorafobia
Quem sofre com o problema tem medo de situações ou lugares em que possam causar sentimentos de impotência, constrangimento ou aprisionamento.
Normalmente, o problema se desenvolve após alguns casos de ataque de pânico, o que leva as pessoas que possuem esse tipo de ansiedade a evitarem lugares e situações que provocam esse tipo de sentimento na tentativa de evitar novos ataques.
É comum que pessoas com agorafobia desenvolvam com relativa rapidez algumas limitações, como condicionarem-se a só ir ao trabalho ou a casa de algum familiar se puderem percorrer um determinado caminho ou pegarem algum tipo de transporte específico.
Em casos graves, a agorafobia pode fazer com que o ansioso evite, até mesmo, sair de casa, ficando preso à sua residência e impedido de realizar suas atividades pessoais e profissionais.
Mutismo seletivo
Mais comum em crianças, o mutismo seletivo é um tipo de ansiedade caracterizado pela incapacidade de se expressar em determinadas situações, como na escola ou diante de familiares, ainda que seja totalmente capaz de fazê-lo em outras.
Ainda que não apresentem nenhum problema de aprendizagem ou desenvolvimento cognitivo, essas crianças privam-se de participar de atividades ou conviver em determinados grupos, o que pode trazer prejuízos à sua vida social.
É importante ressaltar que o mutismo seletivo não é caracterizado por uma dificuldade de expressão como um todo: há casos de crianças que falam normalmente com os pais em casa, por exemplo, mas ficam completamente caladas na presença de médicos, professores, dentistas ou outros adultos.
Fobias específicas
Trata-se de um medo irracional e intenso de algo que muitas vezes traz um perigo leve ou mesmo inexistente, como uma barata, um palhaço ou mesmo simplesmente olhar pela janela fechada de um edifício alto.
Além das citadas, entre as fobias comuns estão as que envolvem estar em locais fechados, como túneis e elevadores, sangue, animais e viagens de avião.
Normalmente, quando não conseguem evitar o objeto ou a situação que provocam a fobia, as pessoas com esse transtorno de ansiedade apresentam sintomas como palpitações, dificuldades para respirar, sensação de pânico, tremores e vontade intensa de escapar do local.
Stresse pós-traumático
É um distúrbio de ansiedade caracterizado pela recordação de um evento traumático de grande impacto, como abuso sexual, sequestros, assaltos, desastres naturais, perdas repentinas, acidentes, atos terroristas ou guerras.
Os sintomas podem levar meses ou anos após o fato para aparecer e, quando isso acontece, a pessoa sente a mesma sensação de sofrimento e ansiedade provocada pelo agente que stressa, desencadeando reações físicas e emocionais.
Além das lembranças, que reaparecem em pesadelos ou flashbacks, outros sintomas comuns são reações exageradas a estímulos, hiperventilação e fuga de qualquer tipo de situação que possa reavivar as recordações do trauma vivido.
Ansiedade de separação
O quadro é caracterizado pela ansiedade intensa e inadequada ao nível de desenvolvimento da criança quando separada de seus pais ou familiares próximos.
Diferente do apego comum das crianças aos pais, os quadros de ansiedade de separação persistem por um período não inferior a quatro semanas e provocam sofrimento intenso, trazendo prejuízos consideráveis ao bem-estar da criança.
Entre os sintomas mais comuns, está a sensação de que, se afastarem-se de seus cuidadores, algo de terrível, como uma doença, assalto ou assassinato, acontecerá a eles, afastando-os definitivamente.
Por isso, é comum que crianças com esse quadro apresentem problemas para dormir e resistam a realizar atividades cotidianas, como ir à escola e visitar colegas e outros familiares dos quais gostam. A ansiedade de separação também pode vir acompanhada de sintomas físicos, como náuseas, dores de cabeça, palpitações e vômitos.
Os fatores de risco da ansiedade?
Assim como acontece como muitas outras enfermidades, as causas exatas do transtorno de ansiedade ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, alguns fatores de risco são conhecidos, tais como:
- questões genéticas: o transtorno de ansiedade pode aparecer em pessoas que possuem familiares com o problema. No entanto, não é possível determinar porque algumas desenvolvem o quadro e outras não;
- questões comportamentais: pessoas tímidas, com comportamento negativo, naturalmente ansiosas ou com maior dificuldade em gerenciar o estresse, têm maior probabilidade de desenvolver distúrbios de ansiedade;
- questões externas: eventos traumáticos ocorridos na infância, adolescência ou mesmo na vida adulta, como doenças graves, violência ou mesmo acúmulo de estresse familiar ou ambiental, podem acabar provocando quadros de ansiedade;
- álcool e drogas: o abuso desse tipo de substância pode desencadear quadros de ansiedade;
- condições médicas: distúrbios de ansiedade também podem surgir como efeitos colaterais de alguns remédios ou ainda estar atrelado à condições como o hipotireoidismo, que torna a resposta do corpo mais excitável, e algumas doenças crônicas.
- Saia da mesmice
Ainda que os compromissos resultantes do estilo de vida moderna sejam desafiadores, convém reservar um tempinho para sair da mesmice. Aprender uma nova prática desportiva pode ser motivador, tendo em vista os benefícios do exercício físico na recuperação da saúde mental.
Ouse fazer algo diferente, inovador e que seja benéfico para a saúde do corpo e da mente. Cultivar bons hábitos e praticar coisas diferentes são ações que podem reduzir a ansiedade, direcionar para novos rumos e renovar a alma.
Considere praticar uma atividade física - individual ou coletivamente - em um parque público. Aproveite para observar a beleza das flores, o verde das folhas, o canto dos pássaros e a simplicidade das crianças que brincam ali. Tente "zerar" os pensamentos e depois concentrar a atenção em coisas positivas.
Caminhe calmamente, respire devagar e descanse a sua mente. Transforme esses momentos em uma experiência agradável. Renove o seu espírito e conduza os pensamentos para algo construtivo e bom. São ações simples, mas que podem tornar o seu dia bem melhor.
Experimente conhecer algum projeto social ou programas de voluntariado. Se essa não for a sua praia, ainda há inúmeras opções: leia um livro diferente, aprenda a tocar um instrumento musical, faça aulas de dança ou algo que lhe desperte interesse e entusiasmo pela vida.
- Cuide do sono e da alimentação
Uma boa noite de repouso em um ambiente tranquilo e confortável pode garantir o descanso e o relaxamento do corpo e da mente. A fisiologia humana impõe a necessidade de um sono regular para que as funções orgânicas sejam corretamente reparadas.
A íntima associação entre mente e corpo justifica as crises de humor, os picos de nervosismo e de estresse resultante das noites mal dormidas. Durante o sono, importantes substâncias como a serotonina - responsável pelo bem-estar - são produzidas.
Assim, mais do que se imagina, cuidar do sono é uma ação preventiva básica em prol da saúde mental. Crie condições para garantir um repouso adequado e reparador: durma as horas necessárias para a sua recuperação física e mental e logo perceberá a diferença em sua saúde.
Semelhantemente, a manutenção de hábitos alimentares adequados também influencia bastante o bom funcionamento da mente. Isso porque muitos alimentos - principalmente os vegetais folhosos e algumas frutas - contêm elementos essenciais para evitar desajustes como a depressão e os transtornos de humor.
- Treine a sua mente de forma positiva
Procure dominar os seus pensamentos e conduzi-los para algo positivo e que torne a sua trajetória cada vez melhor. Hábitos, costumes e escolhas definem quem somos e onde chegaremos. Por isso, treinar a mente de forma positiva é fundamental para superar problemas como ansiedade, tristeza e frustração.
Vale destacar, também, a importância de respeitar o ritmo de sua mente. Cada pessoa tem suas peculiaridades e limitações determinadas naturalmente pela própria fisiologia. Tenha calma e procure se ajustar a esses detalhes.
Logo, tente observar o ritmo de seu metabolismo mental e dê uma pausa para que a sua mente trabalhe no tempo adequado à restauração das funções cognitivas com vistas à recuperação de sua saúde.
- Busque tratamento, se necessário
O Governo deveria promover campanhas de educação com o intuito de sensibilizar a sociedade quanto à importância da necessidade de tratamento precoce para a saúde mental.
A conscientização do problema é um dos pontos mais relevantes para alcançar o sucesso na recuperação dos sintomas e na minimização dos riscos que envolvem a doença.
Atualmente, há alternativas para garantir a promoção da estabilidade emocional e psíquica de quem está em busca de auxílio profissional. Assim, procure ajuda o quanto antes e conheça as soluções que possibilitam a promoção da saúde mental e física, assim como a recuperação do bem-estar e da qualidade vida.