
Saúde Mental
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O QUE É A SAÚDE MENTAL ?

Mais do que um cenário de ausência de problemas, a saúde mental é entendida como um estado onde o indivíduo está bem o suficiente para lidar com as situações cotidianas, que são tão diversas quanto imprevisíveis. Afinal, viver no mundo contemporâneo implica lidar diariamente com as complicações causadas pelo intenso ritmo da vida e pela aparente fragilidade de algumas relações, contratempos que podem prejudicar nossas relações sociais a médio e longo prazo.
Por isso, os conceitos abaixo apresentados contribuem mais para a compreensão da saúde mental como algo amplo e diverso com infinitos modos de viver, dos quais o sofrimento e adoecimento não estão banidos; e não um modo ideal de vida.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS):
"A saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não consiste apenas na ausência de doença ou de enfermidade.
Saúde mental refere-se a um bem estar no qual o indivíduo desenvolve suas habilidades pessoais, consegue lidar com os estresses da vida, trabalha de forma produtiva e encontra-se apto a dar sua contribuição para sua comunidade.
Em relação às crianças, a saúde mental implica pensar os aspectos do desenvolvimento, tais como: ter um conceito positivo sobre si, ter tanto habilidades para lidar com seus pensamentos e emoções, quanto para construir relações sociais, tendo uma atitude de se abrir para aprender e adquirir educação. Em última análise, tudo o que pode possibilitar uma participação ativa na sociedade.
IMPORTÂNCIA DA SAÚDE MENTAL PARA O BEM ESTAR

A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é bem mais abrangente que a simples ausência de doença: é um completo estado de bem-estar físico, mental e social e, dessa forma, merece atenção em todos as suas vertentes.
Assim como a física, a saúde mental é uma parte integrante e complementar à manutenção das funções orgânicas. Nesse contexto, a promoção da saúde mental é essencial para que o indivíduo tenha a capacidade necessária de executar suas habilidades pessoais e profissionais.
Sumariamente, o bom estado mental confere ao homem o amplo exercício de seus direitos sociais e de cidadania. Assegura ainda as condições de interação social para uma convivência familiar mais harmônica e segura.
Desse modo, entender a importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o bem-estar é fundamental. Possibilita, assim, a compreensão da importância de utilizar a capacidade individual para a perceção de valores e virtudes inerentes à construção da coletividade.
ASPETOS DETERMINANTES DA SAÚDE MENTAL

Os transtornos mentais surgem pela influência de múltiplos fatores sociais, genéticos, psicológicos e ambientais. As pressões socioeconômicas influenciam continuamente os riscos para a saúde mental individual e coletiva, sobretudo sobre as camadas mais populares.
Uma saúde mental debilitada também colabora para significativas alterações sociais e condições de trabalho precárias. Também acentua a exclusão social e expõe o indivíduo ao risco de violência em virtude da incapacidade mental de autodefesa.
Questões psicológicas e de personalidade também tornam as pessoas mais suscetíveis aos desequilíbrios mentais. Além disso, as causas biológicas também contribuem para a desordem química das células cerebrais e aumentam a ocorrência da doença.
Nesse sentido, os familiares precisam buscar ajuda e encaminhar a pessoa para o tratamento mais adequado. De igual modo, as instituições também são responsáveis pela promoção da saúde mental de seus funcionários.
POLÍTICAS DE SAÚDE MENTAL

A legislação atual está pautada na concessão de valores para que os pacientes psiquiátricos recebam tratamento em uma ala específica dos hospitais gerais. No entanto, a verba destinada aos hospitais não garantem a assistência necessária ao doente.
Assim, é urgente a necessidade de reformulação de políticas públicas que viabilizem condições e critérios para a promoção da saúde mental. É preciso estabelecer ações com viabilidade prática para transformar a atual conjuntura que envolve a realidade dos tratamentos de problemas mentais no país.
A inexistência de um sistema que respeite e garanta os direitos civis e socioeconômicos contribui para o agravamento das doenças mentais e eleva o percentual de indivíduos sem a devida assistência.
Com um sistema falho, muitos pacientes que poderiam ser recuperados evoluem para quadros mais graves. Representam, assim, um crescente ônus financeiro aos cofres públicos devido à incapacidade mental e física, medicamentos de alto custo e aposentadoria precoce.
Porém, o maior prejuízo resulta da não garantia do cumprimento de seus direitos fundamentais: coloca em xeque a dignidade humana, acentua o sofrimento deles e reduz cada vez mais as chances de reintegração social.
HÁBITOS PREJUDICIAIS AO EQUILÍBRIO MENTAL

Como parte importante das medidas de prevenção às doenças mentais, a atenção primária a alguns hábitos do cotidiano precisam ser considerados. Muito provavelmente ocorrerá um aumento expressivo do número de doentes dessa natureza - e isso em caráter global.
Fatores como o envelhecimento da população, a acentuação dos problemas sociais e econômicos e os desajustes familiares concorrem para o surgimento de desequilíbrios emocionais. Em geral, eles evoluem para transtornos mentais e físicos cada vez mais desafiadores.
Pensamentos Negativos
A maneira de enfrentar os desafios da vida torna-se uma linha tênue entre a sanidade mental e a dificuldade em alcançar o equilíbrio necessário ao viver saudável. Pessoas que mantêm pensamentos ou atitudes negativas tendem a desenvolver distúrbios físicos e mentais mais graves.
Dentre os problemas mais preocupantes estão as crises de ansiedade e o maior risco para a depressão. Essa doença é mais presente em pessoas queixosas e tristes. Ela surge mediante constantes flutuações de humor e como respostas emocionais aos desafios do cotidiano.
Para evitar esses desequilíbrios, convém buscar ajuda profissional para recuperar a performance mental e conter os pensamentos negativos. A depressão tem aumentado muito nas últimas décadas e tem sido motivo de desordens tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.
Vícios, em jogos, Álcool e Drogas
A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que a dependência em jogos virtuais é uma das doenças mentais da modernidade. Como reflexo do avanço tecnológico e da facilidade de acesso aos recursos digitais, o número de adeptos aos videojogos adquire uma dimensão cada vez mais expressiva.
Além de fomentar a necessidade de criar políticas específicas voltadas ao controle dessa questão, a OMS adverte sobre os riscos à saúde das pessoas que passam horas jogando e se isolam da família e dos amigos.
A compulsão por drogas e álcool também figura como fator de influência para o surgimento de complicações no âmbito psicológico e mental. Tais vícios afetam a capacidade de concentração, de memória e sinalizam o mal desempenho das atividades cerebrais.
As perturbações decorrentes da relação entre o álcool e a saúde mental desafiam a saúde pública e exigem um controle mais eficiente desse problema. Tanto o álcool como o abuso de tóxicos comprometem a qualidade de vida dos usuários de todas as idades, gênero e classe socioeconômica.
A dificuldade em admitir a necessidade de ajuda especializada contribui para acentuar a doença e pode evoluir para quadros mais alarmantes. Os mais comuns são a incapacidade mental e a tentativa de suicídio entre jovens, principalmente.
Dentre os problemas resultantes desses vícios destacam-se a má qualidade do sono, a alimentação inadequada e a redução no desempenho escolar ou laboral. Além desses, há outros aspetos relevantes que complementam a lista do diagnóstico de quem enfrenta esses transtornos.
Uso Excessivo da Internet
A sociedade atual construiu uma espécie de "obrigatoriedade" em estar sempre online e querer saber, em tempo real, os principais acontecimentos do mundo. Porém, quando a falta da internet gerar sofrimento, a situação pode evoluir para uma patologia considerada um transtorno mental.
Embora atinja os adultos, a dificuldade para controlar esses impulsos é mais difícil em crianças e adolescentes, pois eles já nasceram na era da conectividade. Entretanto, esse hábito de "viver online" compromete as funções cognitivas, que nessa idade ainda não estão totalmente formadas.
Além de causar baixo rendimento escolar em crianças e prejudicar o desempenho profissional em adultos, o uso excessivo da web implica outros desajustes. Influencia o comportamento, as decisões importantes, o planejamento das tarefas e a organização do tempo.
Viver conectado não só afeta a estabilidade mental, como também colabora para o surgimento precoce da depressão em crianças e jovens. Tendo isso em vista, é preciso buscar alternativas viáveis - como ajuda profissional - para conter os efeitos negativos desses problemas e evitar a sua evolução.
Medidas que influenciam positivamente

Numa perspectiva de saúde pública, buscar medidas que sinalizem condições de assegurar o bem-estar da sociedade é um dos aspectos mais relevantes para minimizar os efeitos negativos das perturbações mentais.
Sob a expectativa humana, a adoção de uma postura determinada por um estilo de vida mais natural e saudável influencia positivamente a manutenção da saúde mental.
Para alcançar esses objetivos e promover meios para conter esse problema, alguns fatores precisam ser considerados. Veja quais são:
- Adequar políticas que garantam a atenção primária à saúde mental em toda as esferas sociais;
- Assegurar o acesso universal aos serviços de promoção da saúde mental;
- Divulgar e estimular medidas de prevenção, principalmente entre as camadas populares;
- Estabelecer meios de monitorar a qualidade da saúde mental entre crianças, jovens, usuários de drogas e pessoas idosas;
- Incentivar um estilo de vida saudável a fim de reduzir a ocorrência de desordens mentais e físicas;
- Desmistificar conceitos e estigmas equivocados sobre a recuperação de pacientes com transtornos mentais;
- Apoiar e promover a estabilidade familiar, a integração social e o desenvolvimento humano de acordo com os direitos sociais constitucionalmente estabelecidos.